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Jaboticabal/SP

20% deixam os convênios e migram para o SUS em Jaboticabal

A demanda aumenta, mas os repasses dos governos Federal e Estadual estão cada vez menores

Publicado em 30 de agosto de 2017 às 13h17

A Secretaria Municipal de Saúde estima um aumento de 20% a 25% de pacientes atendidos no sistema público de saúde em Jaboticabal. Com a crise financeira que atinge o país, muitas famílias optaram pelo SUS. A nova demanda e a queda de arrecadação são os maiores desafios da administração pública atual.

Em apenas 24 meses, mais de 2,8 milhões de brasileiros deixaram o plano de saúde, de acordo os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para a secretária de Saúde, Maria Angélica Dias, é importante atender a nova demanda com qualidade, mas é preciso cautela neste cenário econômico adverso. “O SUS é um direito de todos, mas muitos optam pelos planos. A crise é passageira e, em breve, essas pessoas voltam aos convênios. O mais preocupante, neste momento, é que a demanda só aumenta, enquanto o dinheiro repassado pelos governos só caí. É uma conta que não fecha”.

Em Jaboticabal, a prioridade é manter os remédios na farmácia, o atendimento na UPA, no SAMU e nas unidades de saúde. “Hoje não é possível falar em grandes avanços, obras e investimentos em novos projetos. Nossa meta é atender bem nos serviços que já temos em funcionamento. Oferecer remédio, exames laboratoriais, consultas no Centro de Saúde e fortalecer a atenção básica. É um momento delicado e que exige gestão de toda equipe. Estamos mantendo o foco e trabalhando para minimizar os impactos destes dados no dia a dia da população”, esclarece.

Balanço de 2016 – Especialistas da Controladoria Interna apresentaram, em março, um raio-x das contas da Prefeitura Municipal. Foi exposto o montante da dívida deixada em dezembro de 2016 e as ações da atual administração para reequilibrar os gastos públicos. Em 2012 havia um saldo positivo de R$ 1 milhão no Caixa da Prefeitura mas, em 2016, o valor passou para quase – R$ 23 milhões [negativo], considerando apenas os restos a pagar da prefeitura – excluindo autarquias que, ao somar, os restos a pagar ultrapassam R$ 40 milhões.

Sem capacidade de pagamento – Esses dados também foram oficialmente confirmados por uma das mais respeitadas instituições do Brasil: a Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa analisou 4.544 cidades e aponta que as contas de Jaboticabal estão na UTI desde 2014. É o que confirma o Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF). Em dezembro de 2012, a Prefeitura tinha 100% de liquidez e ocupava o 1º lugar no ranking brasileiro; mas o quadro foi revertido para 0% em pouco mais de 1 ano.

Mais informações pelo telefone (16) 3209-1500.

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